sábado, 7 de julho de 2007

Virtuosismo – do olho à mão: Toulouse Lautrec


Um olhar perspicaz, rápido, profundo. A mão treinada e obediente. Assim é o resultado da obra de Henri Toulouse Lautrec. Morreu muito moço, aos 36 anos, mas deixou para a nossa alegria e prazer centenas de quadros, gravuras e desenhos.
Como desenhista Lautrec foi mesmo tão bom que até hoje nos causa espanto. Seus desenhos parecem fotografias instantâneas. O traço é vivo e forte, as feições das pessoas ligeiramente angulares e os cavalos galopam e as bailarinas sapateiam nas folhas dos álbuns, para sempre.
Desde criança T. Lautrec adorava desenhar. Seus primos e tios também. E a pintura era sempre o entretenimento preferido. Com o passar do tempo, Henri foi desenvolvendo o estilo que o caracterizaria: traços rápidos e precisos. Olhar agudo que captava a emoção e o momento.
Em Paris, no alvoroço dos anos finais de 1800, a cidade fervilhava e Lautrec captava com cartazes o borbulhar da vida noturna. E que lindos são esses cartazes! Paris era uma constante festa. E Lautrec o seu repórter!
Henri Toulouse Lautrec sofria de séria enfermidade que o obrigava a permanecer sempre fingindo estar bem, satisfeito, ok, porque não deixava transparecer seu interior infeliz e atormentado.
Você já ficou diante de um quadro de Lautrec?
Já sentiu aquela borrifada de vida e de alegria?
Era isso mesmo que ele desejou que ficasse de sua obra e de sua vida.
Este meu quadro foi pintado em tela Jamelli.

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